Gosto das tardes de outono, quando o Sol, ao esconder-se, avermelha as nuvens e torna ainda mais douradas e cor de cobre as minhas folhas, que começam as cair, lentamente, com o vento que as desprende dos ramos em movimentos suaves e tristes.
No ar, a neblina da tarde mistura-se com o fumo das castanhas que se vendem aqui no jardim.
Os pombos escondem a cabeça na asa de penas arrepiadas
(…)
In: Tardes de outono, Margarida Ofélia. Meu livro meu amigo! Porto Editora, 1986.