sábado, 23 de maio de 2009

Histórias fantásticas (II)

Um vulto no escuro

A alguns anos atrás aconteceu algo a um rapaz da minha aldeia, que marcou de certa forma a vida dele. Nos meses de Verão as gentes da aldeia levantam-se ainda de noite para irem trabalhar no campo. Numa dessas manhãs de Verão, Afonso, um jovem da aldeia, tinha saído de casa bem cedo. Era ainda escuro quando ele saiu de casa e se dirigia até ao ponto de encontro com os outros trabalhadores.

Depois de caminhar uns breves minutos, e ao chegar ao lugar do Espinheiro avistou um vulto. Era normal naquela época e àquela hora haver mais gente na rua. Pela silhueta pareceu-lhe a senhora Gracinda. Ao cruzar com o vulto que seguia em sua direcção ele cumprimentou-o. “Bom dia senhora Gracinda”. Naquele momento o vulto virou-se para ele e para surpresa de Afonso, ele não tinha rosto. Um vazio escuro preenchia o lugar que deveria ser o rosto da mulher. O medo apoderou-se de Afonso. Apavorado, começou a correr sem olhar para atrás até chegar à primeira casa habitada, pondo-se de imediato a bater à porta com tamanha intensidade até que alguém a veio abrir. Diz quem o viu naquele momento que ele estava completamente aterrorizado, tremia e escorria suor. Mais tarde, depois de ouvir as palavras de Afonso, constatei que algo o tinha aterrorizado bastante e que ele acreditava que o que tinha visto não era deste mundo.

Nota: os nomes na história são fictícios para manter o anonimato dos intervenientes.

6 comentários:

Elena disse...

!Coitado rapaz! Realidad o no todas estas histórias siempre nos valen para reflexionar."Só sei que nada sei".Saludos.

francisco coelho disse...

Nao sei o que dizer.Mas estas coisas so aconteciam no passado, porque seria.Talvez a carencia de luz electrica fosse um dos maiores factores dos poblados.Qualquer movimento noturno era alvo de algum misterio.Como dizem os antigos de noite todos os gatos sao pardos.No dia seguinte sem rastros comprovativos, coinsidencia nao.Ou eram meios de tentar assustar aqueles mais deveis.Bons argumentos,ate breve.

aa disse...

Tu andas a ouvir muitas histórias...! Começo a preocupar-me contigo...:)
Mas uma coisa é certa, conseguiste imaginar bem o encontro do Afonso com o vulto sem rosto e até fazeres um desenho sobre o tema...
Uma boa semana para ti e sem este 'tipo' de encontros inesperados...:)))
Beijinhos,

AA

Mariz disse...

Salvé!

Se apessoas estudassem desde cedo "ciência oculta" que explica todos esses fenómenos e outras coisas mais" o susto...esse permaneceria, mas saberiam como defender-se desses espectros!.. - e tantos outros...
Assim...ficam-se pelo medo e até com sérias perturbções nocturnas do foro psicológico, por vezes irreparáveis por tanto matutarem naquilo.

Vim até aqui pela mão de uma amiga.
Fique bem..
Mariz

Valentim Coelho disse...

Olá Elena,
devia ter sido um valente susto,
eh eh eh

Olá Francisco,
de facto antigamente aconteciam com mais frequência.

Olá Alexandrina,
de facto andei a ouvir muitas histórias....
Beijinhos

Olá Mariz,
obrigado pela tua visita.

Helena Paixão disse...

Bem... só de ler a história fiquei arrepiada (acho que vou ter pesadelos esta noite). Se tivesse sido comigo, provavelmente morria de susto!

Bjs